Histórico do grupo

 

Mapô, enquanto palavra, é uma corruptela de amapô ou amapoa, palavras de origem Iourubá que significam mulher, tendo sido ressignificados por diversos grupos homossexuais masculinos a partir de proximidades com religiões afro no pajubá, o dialeto de gírias gays. MAPÔ, enquanto grupo, é desde 2010 um conjunto de discentes que realiza com todas as dificuldades relacionada à sua posição pouca formalizada no campus Guarulhos da UNIFESP, eventos que discutem gênero, sexualidades e raça, dentro e fora da universidade.

Os objetivos do grupo são colocar em diálogo os temas relacionados aos estudos de gênero, raça e sexualidades, problematizando principalmente o machismo, o racismo e a homofobia, e fomentar e divulgar trabalhos nos e dos estudos de gênero, raça  e sexualidades.

No seus momentos altos o MAPÔ contou com aproximadamente quinze discentes atuando permanentemente em seus projetos. Em 2016, o grupo tenta se recompor de uma desarticulação que data de 2013, quando houve a mudança abrupta da equipe de trabalho. O que Emerson Rossi, membro limiar entre as duas fases, chamou de 2ª onda em referência à segunda onda do movimento feminista.

Durante esses anos de trabalho, o MAPÔ recebeu na UNIFESP destacadxs cientistas do campo de pesquisas de gênero e sexualidades. 

Quando realiza em 2010 a primeira semana de gênero e sexualidades da UNIFESP recebe as doutoras Berenice Bento (UFRN), Heloísa Buarque de Almeida (USP), Larissa Pelúcio (UNESP Bauru) e Laura Moutinho (USP). Em 2011, o grupo ganhou a atual identidade visual, realiza uma semana com cinco seções de comunicações orais, a exibição de cinco documentários externos a UNIFESP, quatro palestras e cinco mesas redondas. Os convidados à época foram as doutoras Carla Crisitina Garcia (PUC-SP), Regina Facchini (PAGU/UNICAMP) e o Dr. Richard Miskolci (UFScar).